A mesa de negociação da Comissão Bipartite de Acompanhamento da Cláusula de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, realizada nesta segunda-feira, 27, na sede da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), terminou mais uma vez sem respostas positivas às reivindicações dos trabalhadores. A diretora de saúde do Sindicato, Luciana Duarte, participou da negociação como representante da Fetrafi-MG/CUT.

O assédio moral foi o ponto central discutido pela Comissão, que ressaltou a importância da estratificação dos dados de denúncias sobre assédio moral e outros casos de adoecimentos no ambiente de trabalho, requerida pelos representantes dos trabalhadores na última reunião, e a redução do prazo para a solução das denúncias. “Nós precisamos de uma apresentação semestral dessas informações, pois precisamos analisar as denúncias e ter uma visualização melhor sobre o que está transitando e outros tipos de situações ligadas ao assédio moral e saúde do trabalhador”, explicou Walcir Previtale, secretário de Saúde da Contraf-CUT.

A análise das denúncias recebidas pelo movimento sindical aponta para o aumento do adoecimento psicológico da categoria, inclusive com avanços para atitudes suicidas.

Os representantes da categoria destacaram ainda que bancários, muitas vezes, deixam de formalizar denúncias por medo de retaliações. Por isso, é necessário pensar em formas de resguardar os trabalhadores.

Para Luciana Duarte, dirigente da Fetrafi-MG/CUT, o trabalho só evolui se ambos os lados, representantes da categoria e os bancos, se unirem em busca do aprimoramento do instrumento. “Se não trabalharmos juntos e não tivermos uma troca de informações, não conseguiremos dar seguimento ao trabalho”, disse.

Os representantes dos trabalhadores entendem que o instrumento vai além de ser um receptor de denúncias e tem como objetivo trabalhar na evolução dos métodos de prevenção de conflitos e melhorias de condições de trabalho. A expectativa é de que na próxima reunião, a ser realizada em 2018, os pontos debatidos possam avançar e que as reivindicações sejam atendidas.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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