A direção da CAIXA comunicou aos seus empregados que vai abrir agências nos finais de semana, nos próximos seis meses, para operacionalizar os saques do FGTS. A medida, adotada unilateralmente, foi anunciada por meio de videoconferências aos gestores das unidades nesta quinta-feira, 25. Além disso, o banco decidiu cancelar o Plano de Demissão Voluntária (PDV) que estava em andamento, sem explicar como ficará a situação das pessoas que aderiram.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT), com assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), sobrou explicações da direção do banco e estuda medidas que podem ser tomadas para assegurar os direitos da categoria. Para a Contraf, a CAIXA voltou a promover ataque aos direitos dos trabalhadores do banco.

“É um absurdo a forma como foi feito o anúncio, gerando apreensão e dúvidas nos empregados, sem dar qualquer detalhe de como essa operação vai funcionar. Sabemos apenas que acontecerá por 6 meses, tempo muito superior aos 2 meses da operação para os saques de contas inativas do FGTS em 2017. Cobramos do banco esclarecimentos com urgência. A CAIXA vai desrespeitar a lei e o Acordo Coletivo de Trabalho?”, enfatizou o coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

Ele cita que a operação para os saques do FGTS será muito maior do que a de 2017, quando as agências ficaram superlotadas. “O próprio Pedro Guimarães admite a grandiosidade dessa operação, que pode chegar a 160 milhões de pessoas e 270 milhões de contas. Nas palavras dele, a operação é ‘algo que praticamente nunca foi feito'”, destacou Dionísio.

Além de condições de trabalho adequadas, uma das grandes preocupações é a segurança. “Uma unidade superlotada não é segura nem para empregados e nem para clientes”, lembrou o coordenador da CEE/Caixa. Dionísio vê a operação, diante do processo de desmonte que é imposto na CAIXA pelo governo federal, como uma grande armadilha contra o banco público.

PDV

Outra questão é o cancelamento do PDV. Além de ser considerado um desrespeito aos trabalhadores que já aderiram ao programa, a medida demonstra como a CAIXA necessita de mais empregados. Nos últimos três anos, a CAIXA perdeu quase 17 mil postos de trabalho.

“Defendemos é a contratação de mais trabalhadores para melhorar as condições de trabalho na Caixa e que os direitos sejam respeitados”, ressaltou o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

 

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